238. Energia Eólica

APOIO : Colégio Cotemig

O texto de hoje tem uma missão importante, completar nossa lista de matrizes energéticas. Óbvio que existem inúmeras outras fontes de energias e iremos escrever sobre elas, mas a eólica fecha o ranking das mais utilizadas no mundo.

Energia Eólica

Assim como a energia solar, é extremamente promissora para o futuro. Limpa, renovável e abundante, esses 3 adjetivos resumem as altíssimas qualidades da energia que vem do vento. Além disso, ocupa pouco espaço e pode ser conciliada com a agropecuária.

O termo vem do latim aeolicus, que pertence a Éolo, o deus dos ventos na mitologia grega. É usada como transferência mecânica de energia desde as primeiras civilizações, na forma de moinhos e dos próprios navios a vela.

Tempos Modernos

As primeiras turbinas eólicas surgiram no final do século XIX, através de engenheiros como o escocês James Blyth (1887) e o norte-americano Charles Francis Brush (1888).

O grande salto tecnológico veio na década de 1970 através da NASA. As turbinas criadas pelos norte-americanos foram a base do que existe hoje em termos de aerogeradores.

Como Funciona?

O vento é a grande matéria prima do sistema, girando as enormes pás que estão conectadas a geradores de energia elétrica. Quanto maior o aerogerador mais forte é a capacidade de geração de energia. Entretanto, não é o vento forte que faz a diferença, mas sim o vento com alguma força  (mínimo 7 m/s), constante e sem turbulências.

Clique para ativar o gif. Aerogerador visto por dentro. Imagem: Internet.

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Um fator importante é o local não estar sujeito a fenômenos da natureza, como tornados e furacões, o que, evidentemente, provocaria danos a todo o equipamento. Em alguns casos, até mesmo o colapso de toda a torre.

Produção Mundial

É uma das energias que mais cresce no mundo, devido a diminuição dos custos.

Clique para ampliar. Gigantesca expansão da energia eólica no mundo. Imagem: Internet.

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China e EUA lideram a disputa. Os asiáticos impressionam, com 200 GW de capacidade instalada. O Brasil aparece em 8º com 15 GW, mas crescendo forte.

Em 2017 o Brasil, dados divulgados em 2018, mostram o Brasil em 8º no ranking mundial. Imagem: Internet.

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A Dinamarca não entra no ranking de maiores produtores, mas merece uma menção honrosa. Percentualmente, os  nórdicos produzem 40% da sua energia elétrica a partir do vento, sendo o líder nesse quesito.

Como é um país com pouca população, em termos absolutos não impressiona, mas em termos relativos manda muito bem.

Com um país pequeno, a Dinamarca investe em produção eólica offshore, no mar, ocupando uma região enorme sem competir com agricultura, cidades ou qualquer atividade no continente. Imagem: Internet.

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Até mesmo em edifícios podemos ter energia eólica. Neste caso, são usados equipamentos menores, apropriados ao ambiente urbano.

Aerogeradores compactos na cobertura do Hotel Hilton em Fort Lauderdale, Florida, EUA. Imagem: Internet.

Brasil

O primeiro aerogerador do Brasil foi instalado em 1992, no arquipélago de Fernando de Noronha. Parece pouco, mas ele rendeu uma economia de 70 mil litros de diesel por ano, representando 10% da eletricidade da ilha. Em 1994 chegou a primeira produção eólica conectada ao sistema integrado do país, em Gouveia-MG.

Atualmente, o Brasil investe pesado na energia dos ventos, que já representa 8,7% da eletricidade do país (2018). Em 2020 já devemos ter 600 parques eólicos espalhados pelo nosso território. Os litorais, sem obstáculos a frente e com ventos constantes o ano todo, são os locais ideais para a energia eólica. Isso explica o Nordeste liderar o ranking brasileiro dessa matriz energética.

Clique para ampliar. Aumento da nossa capacidade eólica impressiona. Dos 6 estados que lideram o ranking nacional, 5 são do Nordeste. Imagem: Internet.

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Pontos negativos

Como todas as energias estudadas, os aerogeradores também tem seus pontos negativos:

  • Como já citado anteriormente, não é uma fonte de energia que pode ser obtida em qualquer lugar, dependendo de condições climáticas favoráveis para tal. Como disse Dilma Rousseff,  não existe tecnologia atualmente para “estocar vento”, portanto, a produção deve ser contínua ao longo do ano, não permitindo a instalação de parques eólicos em locais com ventos intermitentes ou inexistentes.
  • Como as torres atuais são enormes, com mais de 100 metros de altura, não devem ser instaladas próximas a residências, já que existe o perigo de cair sobre construções em caso de acidentes. Ai nesse caso podem ser instalados aerogeradores menores como observado no hotel mostrado anteriormente;

Clique para ativar o gif. Muitas vezes raios batem nas torres, provocando incêndios. Por isso não se podem colocar aerogeradores como esses no meio de cidades. Imagem: Internet.

  • Causam impacto visual a região;
  • Quando posicionados em rotas migratórias, causam enormes problemas aos pássaros;

Clique para ativar o gif. Pássaro atingido pela pá de um aerogerador. Imagem: Internet.

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  • Os aerogeradores são barulhentos, já que são objetos enormes e em constante movimento. Morar próximo a eles  não é uma boa ideia.

Ainda assim, os pontos positivos prevalecem. A energia eólica irá crescer exponencialmente nos próximos anos, diminuindo nossa dependência de combustíveis fósseis.

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Publicado em 07.06.2019

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