263. Djibuti, o País Que Aluga Seu Território

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Fala meu povo!

É aquele tal negócio, cada um vende aquilo que tem e pode. No caso do Djibuti (Djibouti), pequeno país no chifre da África, o que se negocia são locais para instalações de bases militares estrangeiras.

A maioria dos países não querem bases de outras nações em suas terras. Isso gera temor de uma possível intervenção ou ocupação, já que militares e equipamentos de guerra internacionais estariam presentes em seu solo. Mas, em Djibuti as coisas são diferentes.

A localização do país é muito estratégica, na entrada do Mar Vermelho, onde se faz a conexão entre a Ásia (Oceano Índico) e a Europa (Mar Mediterrâneo). Imagem: Internet.

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A localização estratégica do país, entre o Golfo de Áden e o Mar Vermelho, explica tudo (Estreito de Bab el Mandab). Por ali passam 20 mil navios por ano, em especial petroleiros, em direção ao Canal de Suez. Dessa forma, atravessam do Oceano Índico para o Mar Mediterrâneo e vice-versa.

Em frente ao país, o Iêmen ferve em uma guerra civil. Ao lado os piratas da Somália. Fora o fato de estar entre Eritreia e Etiópia, rivais antigos e países que já entraram em guerra. Imagem: Internet.

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Assim como os Emirados Árabes Unidos, o território do Djibuti é muito árido, impróprio para a agricultura. Por isso, o país quer explorar sua posição geográfica estratégica e ganhar algum dinheiro com isso, se tornando um forte eixo logístico, parecido com Dubai, guardadas as devidas proporções. Nessa proposta, vem investindo em portos e aeroportos. Também se aproveita do fato de ser o país com a política mais estável na região.

Todos querem estar ali, em especial por causa dos piratas da Somália, que colocam em risco as embarcações petrolíferas. De frente a Djibuti outro problema, o Iêmen, país que vive intensa guerra civil, tema no Blog no texto 252, confiram.

Os piratas da Somália apavoraram a região. A OTAN investiu milhões de dólares no combate e sufocou a maior parte das ações. Imagem: Internet.

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Por tudo dito anteriormente, a nação africana abre suas portas aos estrangeiros. Só os EUA pagam 60 milhões de dólares anuais pela sua base (Lemonnier Camp). É uma base permanente, com o objetivo de enfrentar os grupos terroristas da região.

Os EUA estão presentes na região desde 2001, após os Ataques de 11 de Setembro. Imagem: Internet.

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Em 2017, foi a vez da China abrir a sua. França, Itália e Japão fecham o grupo. Irã, Arábia Saudita, Emirados Árabes e Rússia também estariam de olho.

Nova base chinesa em Djibouti. AFP PHOTO / STR / China OUT

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Difícil julgarmos, mas como falei no início, cada país se vira como pode. Vender espaço para bases torna o país dependente desse dinheiro, além da perda de soberania. Mas cada um sabe onde o calo aperta e o dinheiro arrecadado não é pequeno. Fica a polêmica.

Clique para ampliar. Bases estrangeiras espalhadas pelo pequeno Djibuti. A norte-americana está a apenas 10 km da chinesa. São os dois grandes players militares do mundo atual.  Imagem: Internet.

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Publicado em 21.04.2020

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