115. Viagem ao Centro da Terra (Manto e Núcleo)

Em nosso último texto abordamos a geologia, explorando a camada superficial de nosso planeta, conhecida Crosta ou Litosfera.

Dando continuidade ao tema, o post atual discorre sobre as duas camadas inferiores, suas características e subdivisões.

O limite entre a Crosta e o Manto foi descoberto pelo sismólogo croata Andrija Mohorovicic, ainda no início do século XX. Ficou então conhecida como Descontinuidade de Mohorovicic, ou Moho.

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Descontinuidade de Mohorovicic. Imagem: Blog Qual é o teu limite?

Manto 

É uma camada gigantesca, que vai da crosta até cerca de 2.900 Km de profundidade. É recheada basicamente de um material bem conhecido por todos, o magma, que em alguns casos, forçado pela intensa pressão, extravasa pelos vulcões e fendas, chegando a superfície. Ao extravasar pela superfície, chamamos o magma de lava.

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Interior do planeta Terra. Imagem: Internet.

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Esta camada é dividida em duas partes:

O Manto Superior possui temperaturas em torno de 600 °C . Parte dele, no limite com a litosfera, possui um material pastoso e também pode ser chamada de Astenosfera.  A palavra  vem de “sthenos” (frágil), ou seja, a esfera frágil, que se move.

A outra parte é o Manto Inferior, mais profundo, com um material liquefeito e temperaturas que beiram os 3.700°.

Também podemos chamar o Manto Inferior, somado ao Manto Superior (exceto a Astenosfera), de Mesosfera.

Esta diferença de temperaturas faz com que o magma se movimente de forma cíclica e circular. A este fenômeno, damos o nome de Correntes de Convecção. Esse movimento é lento, forçando a crosta terrestre acima, provocando a movimentação das placas tectônicas, terremotos e vulcanismos.

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Esquema representando as correntes convectivas no Manto. Imagem: Internet.

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Um vídeo nos mostra as correntes de convecções do magma. Incrível para quem quer entender melhor este brutal movimento. Confiram no site Youtube. 

Vejam abaixo uma fantástica reprodução do movimento do magma abaixo da crosta.

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Imagem congelada do vídeo sugerido no último hiperlink. Fonte: Internet.

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Atualmente, não temos tecnologia para construir algo que consiga resistir ao calor e pressão existentes no Manto.

Núcleo

O núcleo é a parte mais profunda de nosso planeta. Também é conhecido como Endosfera (Esfera de dentro).

Corresponde a cerca de um terço de toda a massa terrestre, e sua profundidade vai do Manto até 6.370 Km, o ponto central de nosso planeta.

Ele pode ser subdividido em duas camadas, classificadas conforme os seus respectivos estados físicos: Núcleo Externo e o Núcleo Interno.

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As camadas da Terra e suas subdivisões. Imagem: Globo.com

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O Núcleo Externo é basicamente feito de ferro e níquel (NIFE). Sua profundidade varia de 2.900 a 5.100 Km. A temperatura chega a incríveis 4.600°C, em sua porção mais baixa.

O campo magnético terrestre, que nos protege da radiação solar,  é fruto da movimentação deste fluido condutor de eletricidade, em um fenômeno parecido com o movimento das bobinas em um gerador elétrico.

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Campo magnético da Terra tem sua origem na movimentação do metal no Núcleo Externo. Imagem: Internet.

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Por sua vez, o Núcleo Interno impressiona, possuindo um tamanho parecido com o da Lua. É a mais inacessível camada da Terra, chegando a quase 6.400 Km de profundidade. Sua temperatura é equivalente a da superfície do Sol, cerca de 5.000 °C.

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Interior da Terra com destaque para o Núcleo Interno, no centro. Imagem: Internet.

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Também é composto basicamente de ferro, em uma liga com níquel. Deveria ser líquido, pois está em uma temperatura fenomenal, mas o detalhe é que ele é SÓLIDO.

Muita gente se pergunta, como algo tão quente pode estar em estado sólido?

A resposta faz todo o sentido. O núcleo interno da Terra  é pressionado pelo peso de todo o planeta, já que a gravidade atrai toda massa para ele.  A pressão é tão intensa que não existe espaço para que as moléculas superaquecidas se agitem, tornando-o sólido.

Novidades

Como estudar o interior da Terra é bastante difícil, novas descobertas estão sempre se sobrepondo.

Como exemplo, em 2013 pesquisadores publicaram, na  revista especializada Science, a hipótese do núcleo na verdade estar a 6.000°C, mais do que se acreditava até então.  Veja no site o Globo.

Dica do Clebinho

O renomado canal Discovery Channel fez um interessante especial sobre o que enfrentaríamos em uma suposta viagem pelo interior de nosso planeta. Para quem tem interesse nesse assunto são 47 minutos de muitas curiosidades, confiram no site Youtube. 

Espero ter aumentado seu conhecimento.  Curta nossa página no Facebook e compartilhe nosso texto! Abraço do Clebinho!

Publicado em 04.05.2016

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