158. Tipos de Rochas

A geologia é uma das das ciências mais importantes presentes na geografia. Estuda a origem, história, transformações e estrutura da Terra. Entre tantos temas, um dos principais abordados por esta ciência são os tipos de rochas, assunto presente no texto de hoje. É importante que nosso leitor tenha uma base superficial de conhecimento do tema, presente no ENEM. Além de despertar curiosidade geral.

Rochas em nossas vidas

As rochas são agregados sólidos compostos por um ou mais minerais. Estão presente em quase tudo ao nosso redor, como por exemplo nos pisos, acabamentos e faixadas de nossas casas, além de pavimentarem as ruas e serem os alicerces das edificações. Seus detritos, conhecidos como sedimentos, são matéria prima para a fabricação de telhas, tijolos, vidros, entre tantas outras coisas.

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Sala com o piso revestido por granito, uma rocha magmática. Imagem: Internet

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No interior das rochas encontramos fósseis de animais, petróleo, carvão mineral e gás natural. Até mesmo as plantas, para crescerem,  necessitam dos sais minerais contido nas rochas e presentes nos solos após a erosão. Enfim, somos dependentes das rochas sem nem mesmo darmos a elas o devido crédito.

1 – Rochas Magmáticas ou Ígneas

São as rochas formadas a partir do resfriamento e consequente solidificação do magma. Foram as primeiras formações rochosas em nosso planeta. São consideradas as rochas primárias. A palavra ígnea, vem do latim ígnis, que significa fogo.

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CLIQUE NA IMAGEM PARA ATIVAR O GIF. Magma,  a matéria prima das rochas ígneas. Imagem: Internet

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Basicamente, podem ser subdivididas em dois grupos:

1.1 – Extrusivas ou vulcânicas

Elas se formam quando o magma extravasa para a superfície e se solidifica em contato com a atmosfera ou com o fundo do mar. Em resumo, é quando se forma acima da crosta. Como o resfriamento desta rocha é muito rápido, não existe muito tempo para a formação de grandes cristais.

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Rua pavimentada com pedras de basalto. Imagem: Internet

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O basalto, exemplo clássico desta subdivisão, é uma das rochas mais abundantes na superfície terrestre. Também ocorre nas superfícies da lua e de marte. Está bastante presente em nosso cotidiano. A brita que comumente vemos em construções civis geralmente vem do basalto triturado, sendo uma das matérias primas do concreto (cimento, areia e brita). Também é bastante encontrado em ruas e passeios.

 1.2 Intrusiva ou plutônica

São rochas que também se formam a partir do resfriamento do magma, porém, dentro da crosta, em geral a grandes profundidades e em enormes quantidades. Como a solidificação é muito lenta, permite o crescimento de grandes cristais de minerais puros, identificados a olho nu. Um exemplo clássico dessa rocha é o granito, muito utilizado em bancadas e pisos nos imóveis de alto luxo.

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Diferença entre as formações de rochas extrusivas e intrusivas. Imagem: Internet

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Essas rochas são, de longe, as mais comuns na crosta terrestre. Porém, por motivos óbvios, na superfície são mais raras. Isso se deve por serem formadas na parte interna da crosta, geralmente em profundidades significativas.

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Diferenças entre o basalto (extrusivo) e o granito (intrusivo). Imagem: Internet

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 2 – Rochas Sedimentares

Todas as rochas expostas na superfície da Terra sofrem a ação dos agentes erosivos: temperatura, água, vento, entre outros. Com o tempo, pequenos pedaços vão se soltando e são carregados para outros locais. Chamamos esses fragmentos de sedimentos. Em algum momento, parte desses grãos são depositados, geralmente em lagos, deltas e o fundos de vales e dos oceanos. Em suma, locais mais baixos. Após anos de compactação ocorre a diagênese ou litificação, que é  a transformação de sedimentos em rochas.

A água tem importância fundamental nesta transformação. Ela é responsável por dissolver os elementos que se infiltram e promovem a cimentação, ou seja, a liga entre as partículas.

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Desenho mostrando o transporte, sedimentação, compactação e cimentação dos sedimentos. Assim se formam as rochas sedimentares. Imagem: Internet

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São as rochas mais comuns na superfície do nosso planeta, com cerca de 75% do total. São muito importantes para nós, pois, através do estudo dessas rochas podemos inferir acontecimentos do passado da Terra. Dentro delas, encontramos os fósseis de animais que já não existem mais, como os dinossauros.

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3 exemplos de sedimentos que, após a diagênese, viram rochas. Imagem: Internet

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Outra grande importância, provavelmente a maior, é que dentro das rochas sedimentares encontramos os combustíveis fósseis petróleo, carvão mineral e gás natural, responsáveis pela maior parte da energia produzida pelos seres humanos.

Com diferentes formações e composições, podem ser subdivididas em 3 grupos:

2.1 – Detríticas

São rochas formadas basicamente por sedimentos vindos de outras rochas.

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3 exemplos de rochas sedimentares detríticas. Imagem: Internet

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2.2 – Químicas ou Quimiogênicas

São formadas por sedimentos que foram dissolvidos na água e posteriormente se solidificaram. As formações rochosas que vemos em grutas, conhecidas como estalactites e estalagmites, são formadas exatamente assim, através do gotejamento de água repleta de carbonato de cálcio, que vai se depositando.

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As estalactites são exemplos de rochas sedimentares químicas. Imagem: Internet

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2.3 – Biológicas ou Biogênicas 

São formações de origem biológica, com grande presença de matéria orgânica fossilizada em sua composição. Um exemplo é o carvão mineral, muito usado em usinas termoelétricas e nas  indústrias de siderurgia.

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O carvão é um exemplo de rocha sedimentar biológica. Imagem: Internet

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3. Rochas Metamórficas

São rochas que após sofrerem grande pressão e calor mudam sua forma, adquirindo novas propriedades e outra composição mineral. É um processo completamente natural causado pela constante movimentação da crosta terrestre, além do próprio peso das rochas comprimindo as regiões mais internas da litosfera.

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3 exemplos de rochas que se metamorfizaram, originando xisto, gnaisse e mármore. Imagem: Internet

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Um exemplo clássico deste tipo de rocha é o mármore, resultado do metamorfismo do calcário, uma rocha sedimentar. Com preços elevados, o mármore está presente em pisos, pias e acabamentos de imóveis de alto luxo.

Ciclo das rochas

A crosta de nosso planeta está sempre se movendo e se transformando. Esses fenômenos fazem com que as rochas, ao longo de milhões de anos, mudem suas características e migrem de classificações. Se nosso planeta não promovesse tais mudanças, só existiriam rochas magmáticas.

Exemplos 

  • Ao longo de anos, rochas magmáticas e metamórficas expostas na superfície vão se fragmentando. Esses sedimentos são transportados e depositadas em depressões onde, após a diagênese, passam a constituir as rochas sedimentares.
  • Devido aos movimentos da litosfera, ao longo de milhões de anos, rochas magmáticas e sedimentares podem ser levadas a locais com pressões e temperaturas muito elevadas. Sofrendo a ação desses elementos elas sofrem alterações estruturais, se transformando em  rochas metamórficas.
  • Se as pressões sobre a rochas metamórficas forem grandes demais, elas podem derreter (fusão) e se transformar em magma que, após sair da crosta e se solidificar, forma a rocha magmática. Pode ocorrer também o mergulho da crosta no manto,  processo conhecido como subducção. Neste caso, tudo que for dissolvido volta a se transformar em  magma, reiniciando o ciclo.
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As rochas são dinâmicas, modificando-se ao longo do tempo geológico. Imagem: Internet

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Publicado em 11.04.2017

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