172. Problemas Climáticos

Como já é de conhecimento geral, os seres humanos, principalmente após as revoluções industriais, vem modificando de forma preocupante o clima do planeta. Abordamos parte do problema nos textos sobre o aquecimento global. Entretanto, outras graves mudanças estão sendo promovidas e nos afetam diretamente. Escolhemos 4 questões bem sinistras para maior alerta e conhecimento geral:

 Chuva Ácida

Primeiramente é necessário mencionar que todas as chuvas já são ligeiramente ácidas. O pH neutro é 7, já o das chuvas comuns orbita abaixo de 6.  Isso ocorre pela reação entre a  água e o dióxido de carbono presente na atmosfera, formando o ácido carbônico. Por isso os médicos não indicam beber água da chuva, a menos que seja a única possibilidade e que isso não se torne um hábito.

Chuva ácida é quando o pH da água está abaixo do normal, chegando a incríveis 3,5 como na poluída Cubatão, São Paulo. Isso ocorre pela interação dos poluentes que jogamos na atmosfera com a água.

Comparação entre a água pura, a chuva e a chuva ácida. Quanto menor o pH mais ácida é a solução. Imagem: Internet

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Como exemplo, o dióxido de enxofre (SO2) , emitido por máquinas movidas a combustíveis fósseis, pode se oxidar na atmosfera, se transformando no trióxido de enxofre (SO3), que em contato com a água (H2O), forma o ácido sulfúrico(H2SO4).

A consequência da chuva ácida é a corrosão de tudo que tiver exposto a atmosfera, assim como danos ambientais. Plantas podem perder suas folhas e animais, principalmente aquáticos, podem morrer em consequência do aumento da acidez dos rios e lagos. Os solos também se contaminam, se tornando improdutíveis para a agricultura. Isso pode ser corrigido com calcário, mas aumenta o custo da produção.

Estátua se deteriorando exposta a chuva ácida. Imagem: Internet

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Seres humanos que consomem produtos agrícolas expostos a chuvas ácidas podem desenvolver problemas no sistema digestivo. As regiões industrializadas são as que mais sofrem com o problema.

Ilhas de Calor

É um fenômeno característico das grande cidades. Consiste no fato das regiões muito urbanizadas serem mais quentes que o ambiente natural ao seu redor, chegando a estar 10º a mais que o normal. Isso ocorre pelo fato das cidades serem basicamente construídas com materiais que esquentam muito, ou seja, absorvem muita radiação solar,  como por exemplo asfalto, cimento, concreto e telhas de amianto. Outro fator importante é a poluição atmosférica, que impede a saída do calor, fenômeno conhecido como efeito estufa, só que em um âmbito local. Para finalizar, os inúmeros prédios impedem a livre circulação do ar.

Imagem sensível ao calor da cidade de manaus e seu entorno. A porção verde é a floresta amazônica, que está por volta de 28°/29°. Já a a capital está acima de 33º, com picos de 36°/37°. Exemplo clássico de ilha de calor. Imagem: Internet

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A solução para este problema é a diminuição da poluição urbana, através de um maior fiscalização das indústrias e dos automóveis. O plantio de árvores e a criação de parques com lagos e lagoas também é indispensável. O albedo da vegetação e da água, ou seja, o coeficiente de reflexão, é maior nas regiões naturais do que nas construídas.  Quanto mais radiação o objeto reflete, menos ele esquenta.

Clique para ampliar. Cidade de São Paulo no verão, com diferença de 7 º entre a área central e a periferia. Imagem: Internet

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Não é a toa que os moradores das grandes cidades sofrem com o calor, principalmente nas estações mais quentes.

Inversão Térmica

Em uma linguagem simples, já que o problema é um pouco mais complexo, inversão térmica ocorre quando a renovação do ar poluído das cidades fica prejudicada.

Em um dia comum, o ar quente e poluído das grandes cidades sobe, por ser mais leve, sendo substituído por um ar mais limpo. Entretanto, em madrugadas muito frias, o ar próximo ao solo fica mais frio que a atmosfera acima dele, fato incomum, já que o normal é quanto maior a altitude mais frio. Dessa forma, o ar gelado e pesado próximo ao solo não se eleva, acumulando poluição, principalmente pelas manhãs.

comparação entre uma situação dita normal e um dia com inversão térmica. Imagem: Internet

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Fazendo uma comparação, é como ligar um automóvel em um ambiente fechado, sem renovação de ar.  As consequências são inúmeros problemas respiratórios na população, principalmente entre crianças, idosos e pessoas já com problemas de saúde.

Cidade de Los Angeles (EUA) em um dia de inversão térmica. Essa cidade é famosa pela enorme frota de automóveis. Imagem: Internet

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Enquanto as ilhas de calor no afetam mais no verão, as inversões térmicas são típicas do inverno. Ambos em ambientes urbanos.

Buraco na Camada de Ozônio

Primeiramente é importante salientar a importância do ozônio (O3) para nós. Ele é um gás rarefeito que se concentra entorno de 22 Km de altitude, absorvendo grande parte da nociva radiação ultravioleta que chega em nosso planeta todos os dias. Sem essa proteção, tenderíamos a ter mais câncer de pele, cegueira e diminuição de nossa resistência imunológica. Os animais e plantas não ficam de fora, também sendo prejudicado pelos raios UVs.

Nas cidades, o ozônio é um dos agentes poluidores, mas nas alturas é um grande aliado dos humanos.

A camada de ozônio, presente no que chamamos de estratosfera, bloqueia parte dos raios UVs. Como os raios UV-A e UV-B ainda passam, precisamos usar filtros solares na pele. Óculos com proteção também se fazem necessário. Imagem: Internet

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Em 1977 foi detectada pela primeira vez uma diminuição na camada de ozônio. A partir daquele ano os estudos sobre o assunto se intensificaram.

Ao longo dos anos a situação se deteriorou, países europeus e a China já tiveram uma redução de 6% em suas proteções naturais. Existe um lugar no planeta onde a situação é por, baixo do famoso buraco na camada de ozônio, local da atmosfera onde praticamente já não existe mais o elemento. Ele naturalmente aumenta e diminui todos os anos, tendo como pico máximo a primavera no hemisfério sul.

A causa do problema é grupo de gases conhecidos como CFCs (clorofluorcarbonos). Esses compostos eram muito usados como propelentes  principalmente em sprays, ares-condicionados, extintores de incêndio e refrigeradores.

Comparação entre o buraco na camada de ozônio (azul) em 1979 e 2009. Imagem: Internet

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Desde 1987, com a assinatura do Protocolo de Montreal, 180 países  signatários comprometeram-se a substituir o CFC em suas indústrias. A partir de então o uso de CFC caiu drasticamente no mundo.

O Protocolo de Montreal foi a grande virada na questão do ozônio. Imagem: Internet

Para surpresa geral, em 2016 foi detectado uma enorme diminuição no buraco, provavelmente causada pelas medidas de restrição ao uso do CFC, aplicadas em décadas passadas. Como o CFC demora em média 8 anos para alcançar a região de concentração de ozônio, as medidas de contenção demoram um tempo para dar resultado. Essa foi uma das poucas notícias positivas em termos climáticos nos últimos anos. Confira a notícia na integra no site G1.

O buraco, provocado principalmente pelo cloro, fica exatamente acima da Antártida, com uma área de 28 milhões de Km². Muito se questiona sobre os motivos da falha estar sobre um dos locais com menor emissão de poluição no mundo. A resposta está relacionada a poderosas correntes de ar, que concentram gases que perduram na atmosfera exatamente em cima do gigante gelado. Confiram essa explicação na íntegra e mais informações sobre a questão no site da Revista Mundo Estranho.

Espero ter aumentado seu conhecimento. Curta nossa página no Facebook e compartilhe nosso texto! Abraço do Clebinho!

Publicado em 17.07.2017

2 comments on “172. Problemas Climáticos
  1. Muito boa a matéria, tratada de forma simples e completa, facilitando o entendimento para os estudantes.

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