30. Tsunami, a morte que vem do mar

No post anterior, abordamos sobre os Abalos Sísmicos, popularmente chamados de terremotos. Nesta publicação nosso assunto está diretamente relacionado a ele,  são os terríveis Tsunamis, ondas gigantes com enorme potencial para causar danos e que entraram no vocabulário e imaginário dos brasileiros a poucos anos.

A Nomeação do Fenômeno

Tsunami vem do japonês, significa TSU (porto) e NAMI (onda). Como vimos no post anterior, o Japão está localizado no limite entre placas tectônicas, locais onde as ondas gigantes são frequentes. No Brasil também podemos chamar o fenômeno de maremoto (do latim: mare, mar + motus, movimento) .

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Observe como o mar recua antes do tsunami chegar. Isso é causado porque a água é tragada pela onda que esta se formando. Imagem: Internet

Formação de um Tsunami

As ondas comuns, que vemos com frequência nas praias, são causadas pela ação do vento sobre a superfície da água.

Os Tsunamis podem se originar de várias formas, entre elas, erupções vulcânicas, choque de meteoritos com a água, deslizamentos de terra, detonação de bombas nucleares e sismos (tremores de terra).

Outra diferença é a intensidade, em termos de altura, existem ondas que apresentam alturas superiores às registradas nos maremotos, mas sem a força arrasadora deste fenômeno que alia um abalo sísmico com movimentação de grandes volumes de água.

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Imagem mostrando Sumatra, na Indonésia, antes e depois do Tsunami de 2004. Imagem: Internet

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Os tremores de terra são as causas mais comuns dos grandes tsunamis, responsáveis pela devastação de vários países nas últimas décadas. Como publiquei no texto anterior, existem locais no planeta com grandes possibilidades de tremores, são os limites entre placas tectônicas, principalmente quando elas se chocam. Quando uma placa avança sobre outra no fundo do mar, pode gerar uma elevação do assoalho submarino. Se o fundo do mar sobe, obviamente a água acima do choque também se eleva e isso é o início do problema.

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Com o choque entre as placas o fundo do mar sobe, se deforma, criando a elevação do nível do mar. Imagem: Internet

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Com a agitação anormal das águas, ondas gigantes se formam, deslocando-se a 800 Km/h. Ao se aproximarem  do litoral, o fundo do mar fica mais raso, dificultando a progressão das ondas,  que desaceleram. Sendo freadas, as ondas perdem velocidade, porém se elevam, ficando mais perigosa. Por esse motivo, os tsunamis, quando em alto-mar, oferecem bem menos perigo do que nos litorais.

Tsunami perdendo velocidade e se elevando. Imagem: Wikipedia

Tsunami perdendo velocidade e se elevando.
Imagem: Wikipedia

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Um terremoto ainda  não pode ser previsto pelos humanos, mas quando ele ocorre embaixo do mar, podemos prever a formação de um tsunami. Qualquer minuto para se distanciar das praias ou procurar um lugar mais alto pode fazer a diferença. Foi exatamente este aviso que não aconteceu em 2004.

Indonésia 2004

O Tsunami mais devastador já registrado ocorreu na Indonésia, em 26 de dezembro de 2004, sendo tema de um excelente filme denominado ¨O impossível¨. O terremoto que gerou o fenômeno chegou a 9.1 na escala Richter, um dos 3 maiores já registrado. As placas tectônicas envolvidas se moveram 15 metros, pode parecer pouco, mas em condições normais movimentam-se milímetros por ano.

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Local do terremoto que gerou o tsunami de 2004. Como a Indonésia está muito próxima do evento, foi o país mais devastado. Imagem: internet

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Simplesmente nenhum aviso foi dado a população que foi pega de surpresa. O número de mortes é controverso, segundo as fontes oficiais foram confirmadas 174.542 óbitos, mas estima-se que tenham morrido quase 220 mil, já que milhares de corpos sequer foram encontrados. 125 mil pessoas se feriram, 51 mil estão desaparecidas e o número de desalojados chegou a 1,5 milhão. O prejuízo foi calculado em 10 bilhões de dólares.

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Antes e depois do tsunami em Banda Aceh, na Indonésia. Imagem: Internet

Japão 2011

Em 11 de março de 2011 foi a vez do Japão sofrer. O terremoto atingiu 8.9 na escala Richter e ocorreu a 130 km da costa leste da península de Oshika, na região de Tohoku. As ondas chegaram a 23 metros de altura. A cidade mais atingida foi Sendai.

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Epicentro (local central do terremoto na superfície) do terremoto que gerou o tsunami. Imagem: geografiaetal.blogspot.com.br

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Após o abalo, um tsunami se formou e arrasou o litoral japonês. De acordo com as autoridades, houveram 13 .333 mortes confirmadas e cerca de 16.000 desaparecidos.

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Devastação causada pelo Tsunami no Japão em 2011. Imagem: Internet

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Além das mortes, o terremoto gerou um acidente na usina nuclear de Fukushima. A usina começou a liberar quantidades significativas de material radioativo em 12 de março, tornando-se o maior desastre nuclear desde o acidente nuclear de Chernobyl, em abril de 1986, assunto já abordado no blog.

http://imguol.com/c/noticias/2014/03/10/10mar2014---o-terremo-seguido-de-tsunami-deixou-um-rastro-de-destruicao-no-nordeste-do-japao-nesta-foto-os-carros-que-estavam-estacionados-em-um-patio-ficaram-empilhados-na-na-cidade-de-hitachinaka-em-1394493580911_956x500.jpg

Pátio de uma fábrica de automóveis. Prejuízo enorme. Imagem: Internet

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Em 2009, a ONU recomendou aos países asiáticos, mais propensos a catástrofes, que reservassem 10% das suas verbas para limitar o risco de desastres. O evento indonésio teve uma magnitude muito parecida com o  japonês, porém, com 16 vezes mais mortes, deixando nítido a importância de se ter uma infraestrutura preparada para desastres.

No Brasil, não temos tsunamis, pelo menos os mais comuns, de origem tectônica. Nosso país esta distante dos limites entre as placas tectônicas.

Espero ter aumentado o conhecimento de todos os leitores. Curtam nossa página no Facebook e compartilhem nosso texto! Abraço do Clebinho!

Publicado em 03.05.2015

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